Bom dia queridas leitoras!
Na terça-feira, o trabalho me deu uma trégua e eu estava lendo o post da nossa amiga Roberta Groba, sobre o dia a dia das crianças. Ela que tem duas filhas em idades diferentes, sabe bem qual é a rotina dessas pequenas e também todo o trabalho que dá conduzir este dia a dia. Afinal, 90% das atividades infantis, que não seja brincar, somos nós pais/mães, que temos que conduzir ou orientar. E sabemos bem que na maioria das vezes isso acaba sendo "responsabilidade" da mãe.
Daí que me ocorreu um pensamento preocupante: a Sophia vai crescer. E quem é que vai cuidar dela? Obviamente, que seremos eu e o papai. Mas digo, nas coisas do dia a dia...
Eu e meu marido trabalhamos na mesma empresa. O nosso horário é de 7:30 as 17:0h de segunda a sexta. Hoje ela fica na creche o dia inteiro. Nós a levamos de manhã, antes de ir para o trabalho e a buscamos no final do dia, perto das 18h. Lá ela brinca, almoça, toma banho e já está na escolinha, no horário da tarde. No fim do dia, as tias dão banho e janta. A gente pega ela e chegando em casa é só curtir enquanto não dá a hora dela ir para a cama.
Mas ela vai crescer e essa rotina vai mudar, vão chegar os deveres de casa, as provas, as atividades fora da escola e etc... A creche só vai até os sete anos e eu duvido que qualquer criança já nesta idade, ainda queira ficar na creche!
Aí é que o bicho pega! Como é que a gente faz com uma criança de sete, oito anos (e daí pra frente) em casa, se a mamãe trabalha? A primeira coisa que nos vem á mente é: arrume uma empregada ou uma babá. Claro! Tudo resolvido! Não.
Essa é exatamente a parte que me preocupa: tirar uma criança de toda a organização e estruturação que (mal ou bem) toda creche tem: horários, alimentação, atividades, coleguinhas... Para ficar em casa, fazendo o quê? É claro que nesta idade toda criança já tem seus afazeres, seus amiguinhos, seus horários. Mas, as pequenas coisas do cotidiano como, tomar banho, almoçar, fazer o dever de casa, se arrumar para ir á escola, ir á escola, nesta idade ainda precisam da supervisão forte de um adulto e eu tenho medo de não encontrar este adulto que poderia ficar tomando conta da Sophia para que ela possa ter uma rotina regrada e organizada e que possa orientá-la nos horários em que eu não estarei em casa.
Será que ela vai se alimentar corretamente? Será que ela vai ficar brincando na rua? Será que ela vai para a escola no horário certo? São dúvidas que parecem idiotas, mas sei que são as falhas de supervisão e orientação nas coisas mais bobas, no que se refere a educaçao e criação, que podem expor a criança ao perigo ou que podem interferir negativamente no desenvolvimento de uma criança ou de um adolescente. A gente pisca os olhos e tem um filho mal educado, que não passou de ano, que se envolve com pessoas que são má influência.
Eu fico muito preocupada em ter que deixar a minha filha sob os cuidados de outra pessoa. Mas infelizmente, abrir mão do emprego ainda não é uma opção possível para mim.
Sei que nós teremos as nossas horas à noite, depois que eu chegar do trabalho, quando vou poder ajudá-la a fazer o dever de casa, estudar, arrumar a mochila para o dia seguinte, brincar, fazer companhia. teremos os finais de semana e até mesmo os horários de almoço (o que considero um privilégio, pois podemos almoçar em casa devido à proximidade com o local de trabalho). Mas ainda acho pouco, perto deste universo tão vasto que é a vida de uma criança.
Talvez este seja o preço da independência feminina, talvez este seja o reflexo de uma sociedade onde a possibilidade de deixar o emprego ou ter um trabalho com horários flexíveis não é um privilégio para todos e que marido e mulher precisam trabalhar para manter o padrão de vida da família.
Nem sei se eu gostaria de deixar o emprego para ficar só em casa. Certamente não! Mas se eu tivesse a possibilidade de ter um emprego com horarios flexíveis ou com a carga horária reduzida, mesmo que isso custasse a redução do salário, acho que seria uma boa oportunidade para participar mais da vida da minha filha e poder dar o suporte que só nós pais, podemos dar para os filhos.
E aí mamães, vocês também já pensaram nisso? Ou será que eu estou sendo paranóica demais?...rs...
Bom, hoje é o meu último dia de postagem como participante fixa do Blog Mamis.
Por conta do tempo curto (que não é privilégio só meu...rs...) e da minha rotina ultimamente, eu estou deixando de participar como autora, para participar como colaboradora.
É claro que não vou abandonar vocês, nem as minhas queridas mamis. Mas por enquanto, vou passar a publicar com menos frequência e provavelmente em outros dias, que não a quinta-feira. Mas isso não vai mudar nada. Eu continuo por aqui e o Blog Mamis continua crescendo.
Agradeço carinhosamente a cada leitora que leu os meus posts e que participou colocando seus comentários. São vocês que fazem a gente querer crescer e avançar cada vez mais.
Na terça-feira, o trabalho me deu uma trégua e eu estava lendo o post da nossa amiga Roberta Groba, sobre o dia a dia das crianças. Ela que tem duas filhas em idades diferentes, sabe bem qual é a rotina dessas pequenas e também todo o trabalho que dá conduzir este dia a dia. Afinal, 90% das atividades infantis, que não seja brincar, somos nós pais/mães, que temos que conduzir ou orientar. E sabemos bem que na maioria das vezes isso acaba sendo "responsabilidade" da mãe.
Daí que me ocorreu um pensamento preocupante: a Sophia vai crescer. E quem é que vai cuidar dela? Obviamente, que seremos eu e o papai. Mas digo, nas coisas do dia a dia...
Eu e meu marido trabalhamos na mesma empresa. O nosso horário é de 7:30 as 17:0h de segunda a sexta. Hoje ela fica na creche o dia inteiro. Nós a levamos de manhã, antes de ir para o trabalho e a buscamos no final do dia, perto das 18h. Lá ela brinca, almoça, toma banho e já está na escolinha, no horário da tarde. No fim do dia, as tias dão banho e janta. A gente pega ela e chegando em casa é só curtir enquanto não dá a hora dela ir para a cama.
Mas ela vai crescer e essa rotina vai mudar, vão chegar os deveres de casa, as provas, as atividades fora da escola e etc... A creche só vai até os sete anos e eu duvido que qualquer criança já nesta idade, ainda queira ficar na creche!
Aí é que o bicho pega! Como é que a gente faz com uma criança de sete, oito anos (e daí pra frente) em casa, se a mamãe trabalha? A primeira coisa que nos vem á mente é: arrume uma empregada ou uma babá. Claro! Tudo resolvido! Não.
Essa é exatamente a parte que me preocupa: tirar uma criança de toda a organização e estruturação que (mal ou bem) toda creche tem: horários, alimentação, atividades, coleguinhas... Para ficar em casa, fazendo o quê? É claro que nesta idade toda criança já tem seus afazeres, seus amiguinhos, seus horários. Mas, as pequenas coisas do cotidiano como, tomar banho, almoçar, fazer o dever de casa, se arrumar para ir á escola, ir á escola, nesta idade ainda precisam da supervisão forte de um adulto e eu tenho medo de não encontrar este adulto que poderia ficar tomando conta da Sophia para que ela possa ter uma rotina regrada e organizada e que possa orientá-la nos horários em que eu não estarei em casa.
Será que ela vai se alimentar corretamente? Será que ela vai ficar brincando na rua? Será que ela vai para a escola no horário certo? São dúvidas que parecem idiotas, mas sei que são as falhas de supervisão e orientação nas coisas mais bobas, no que se refere a educaçao e criação, que podem expor a criança ao perigo ou que podem interferir negativamente no desenvolvimento de uma criança ou de um adolescente. A gente pisca os olhos e tem um filho mal educado, que não passou de ano, que se envolve com pessoas que são má influência.
Eu fico muito preocupada em ter que deixar a minha filha sob os cuidados de outra pessoa. Mas infelizmente, abrir mão do emprego ainda não é uma opção possível para mim.
Sei que nós teremos as nossas horas à noite, depois que eu chegar do trabalho, quando vou poder ajudá-la a fazer o dever de casa, estudar, arrumar a mochila para o dia seguinte, brincar, fazer companhia. teremos os finais de semana e até mesmo os horários de almoço (o que considero um privilégio, pois podemos almoçar em casa devido à proximidade com o local de trabalho). Mas ainda acho pouco, perto deste universo tão vasto que é a vida de uma criança.
Talvez este seja o preço da independência feminina, talvez este seja o reflexo de uma sociedade onde a possibilidade de deixar o emprego ou ter um trabalho com horários flexíveis não é um privilégio para todos e que marido e mulher precisam trabalhar para manter o padrão de vida da família.
Nem sei se eu gostaria de deixar o emprego para ficar só em casa. Certamente não! Mas se eu tivesse a possibilidade de ter um emprego com horarios flexíveis ou com a carga horária reduzida, mesmo que isso custasse a redução do salário, acho que seria uma boa oportunidade para participar mais da vida da minha filha e poder dar o suporte que só nós pais, podemos dar para os filhos.
E aí mamães, vocês também já pensaram nisso? Ou será que eu estou sendo paranóica demais?...rs...
Bom, hoje é o meu último dia de postagem como participante fixa do Blog Mamis.
Por conta do tempo curto (que não é privilégio só meu...rs...) e da minha rotina ultimamente, eu estou deixando de participar como autora, para participar como colaboradora.
É claro que não vou abandonar vocês, nem as minhas queridas mamis. Mas por enquanto, vou passar a publicar com menos frequência e provavelmente em outros dias, que não a quinta-feira. Mas isso não vai mudar nada. Eu continuo por aqui e o Blog Mamis continua crescendo.
Agradeço carinhosamente a cada leitora que leu os meus posts e que participou colocando seus comentários. São vocês que fazem a gente querer crescer e avançar cada vez mais.
Nem me fala, este assunto é de levantar os cabelos, rs. sou assim como vc preocupadisssima... Optei ultmamente a lecionar só um período por causa do meu filho... Mas qto mais cresce mais dá medo né?? bjo da Cris
ResponderExcluirOi flor!!! Essa é a preocupação mor da minha vida!!! Hj as crianças ficam com a minha mãe em tempo integral. A Ceci que tem 3 anos vai a creche mas apenas no período da manhã. Mas pensamos em nos mudar, e qdo isso acontecer minha mãe não ficará tão perto. Aí o bicho pega. Essas são preocupações reais, e toda mãe passa por ela. Espero que consigamos resolver tudo da melhor maneira pra que nossos filhos fiquem sempre bem!! bjus
ResponderExcluirAmiga ja pensei tanto nisso q já arrumei uma solução, bem americana diga-se de passagem, a Isabela estudará em periodo integral...aqui em Goiania temos 8 escolas q oferecem essa opção, uma melho q a outra e eu inclusive ja fiz minha escolha.....na escola de periodo integral, ela estudará pela manha e terá as rotinas a tarde, como aula de ingles, dança nataçao, musica, confeitaria, as opções são infinitas e cabe a nós e a ela escolher e montar os horarios dela, alem disso essas escolas mantem a mesma rotina da creche em relação as alimentações acompanhadas por nutricionistas, os horarios de brincadeiras, Tv e sonecas.....no meu caso que trabalho longe de casa em uma cidade que o transito é infernal acredito ser a melhor opção...
ResponderExcluirRealmente isso deixa muitas mães preocupadas mas tenham calma que tudo se ajeita. Parece que as coisas vão girando de forma a se moldar com nossas necessidades!! Pelo menos isso acontece aqui em casa!!
ResponderExcluir´Bjos
AlineB, como disse a Roberta Groba, calma que tudo se ajeita. E pra que sofrer com antecedência? Vai que vc muda de emprego até lá? sei lá essas coisas acontecem, afinal ainda faltam mais de 5 anos pra So fazer 7! rs
ResponderExcluirSó se preocupe em atravessar o rio, quando chegar perto dele!